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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Anunciantes ingleses querem agências mais verdes

Fuçando a internet aqui pra minha pesquisa, fui parar no site do Ethical Reputation Index (http://www.ethicalreputationindex.com/), um índice independente de reputação ética que mede o perfil ético percebido das empresas inglesas, e como este se altera para responder às atividades do mercado, à cobertura da mídia e às mudanças de comportamento dos consumidores. O índice é desenvolvido pela consultoria de Karen Fraser, uma mulher de quem acabo de virar fã, neste exato momento.
E é claro que ela tem um blog (http://ethicalreputations.blogspot.com/). Recomendo o endereço pra lista de blogs favoritos. No último post, Karen comenta que os maiores anunciantes do Reino Unido estão pedindo agências mais verdes. Não é bonito isso? E o movimento começou, entre outros fatores, com o empurrãozinho de um grupo crescente de consumidores, que exige das empresas atitudes e produtos mais verdes. Agora as empresas exigem das suas agências. E olha que as contas em questão estão valendo a pena.
Não seria mais bonito ainda se esse movimento também partisse das agências, tão preocupadas com os resultados e o marketing de seus clientes? Afinal, se conhecemos tão bem os públicos dos nossos clientes, deveríamos saber antes deles que cada vez mais cuidar do planeta importa, ainda que haja muita ignorância e paralisia com relação ao tema. E se sabemos, devemos agir. Não plantar uma árvore ou contar uma historinha bonita, mas mudar os nossos comportamentos preguiçosos e superficiais. Fazer além da obrigação. Como comunicadores, temos um grande potencial para ser agentes de transformação.
A propósito, a Dra. Fraser publica dentro das próximas semanas, na revista Marketing, o primeiro índice de agências verdes do Reino Unido. 140 “top agencies” responderão sobre como estão reduzindo o seu impacto ambiental, e os dados ajudarão os clientes a escolher as suas agências. É minha gente, o negócio é sério. Mas a gente pode fazer, ou como diria Obama, “yes, we can” (que campanha!).

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Ecoblablablá e ecoisomorfismo

Um post leva a outro e sem querer a Gica deu a deixa pro tema que eu já vinha pensando pra próxima contribuição ao Blog do Leitor: o envolvimento das empresas com o desenvolvimento sustentável, ou a conservação do meio ambiente, pra não falar do conceito de responsabilidade social corporativa, que abarca tudo isso e muito mais.
No meu primeiro post contei pra vocês que larguei a vida de redatora pra virar “investigadora”, mas deixei pra contar depois sobre o tema que escolhi pra minha tese, a filha que devo parir nos próximos 2 anos. Vou estudar sobre como as empresas estão mudando o seu comportamento social nos temas ambientais, com base nas relações que mantêm com os seus públicos de interesse (os famosos stakeholders). Por isso, vocês vão me ler bastante falando sobre o tema. E embora eu tenha o maior dó dos ursos que estão morrendo afogados na Antártida por causa do aquecimento global, prometo não ser ecochata nem monotemática. Considero sim o assunto de prioridade máxima, mas meu objetivo será sempre contar sobre as coisas bacanas e interessantes que vejo e vivo por aqui, relacionadas ou não a esse “despertar de consciência”.
Bem, conheço a Gica bem pouquinho só por alguns dos seus textos e uma que outra fuxicada nos seus blogs, mas tenho quase certeza que o lado Verde da Velma tinha ido tomar um suco no final do seu último post tão coerentemente escrito. Estou ultra super mega de acordo que cada empresa deve ter os seus diferenciais, principalmente quando se trata de comunicação, senão o nosso trabalho vira comoddity, e fica difícil fazer com que o consumidor nos veja e nos valorize. Porém, quando uma empresa se diz “ecoalgumacoisa”, acredito que não se trata apenas de uma questão de “vamos dizer que também ajudamos a cuidar do meio ambiente, porque depois que o Al Gore veio com essa do aquecimento, já viu, tá todo mundo falando e pega mal não dizer nada”. Eu sei, vocês sabem e todo mundo sabe que tem um montão de empresas que agem assim. Inventam uma historinha bonita, pagam um auditor pilantra, compram um certificado de mentira, e a pobre da criação da agência tem que arrumar um jeito de contar a historinha bonita pro povo. Quase todo mundo já passou por isso. E não só quando o assunto é ambiental, não é verdade? Mas bem sabemos que falar sem fazer acaba com a credibilidade de qualquer um, e que por mais incríveis que sejam as nossas criações publicitárias, não temos superpoderes para sustentar mentiras.
Por isso creio que ser “ecoalgumacoisa” não é simplesmente uma questão de comunicação. É uma questão estratégica, moral e sociológica. É verdade que empresas como o Banco Real construíram toda uma reputação martelando esse conceito em sua comunicação, mas aqui vejo que o que deve ser copiado não é o falar, e sim o fazer. É o exemplo.
Nos dias de hoje, o comportamento sustentável tornou-se uma fonte de legitimidade para as empresas, ou seja, comprometer-se com o desenvolvimento sustentável faz com que as empresas sejam consideradas adequadas e desejadas dentro de alguns sistemas de normas, crenças, definições e valores socialmente construídos. Com a mudança do clima (o tema ambiental mais importante do momento) e sua infindável lista de conseqüências, tornou-se patente a necessidade de mudança de todos, indivíduos e coletivos, governos e empresas. É certo que muita gente ainda não compartilha desse sistema de valores que surgiu com a necessidade de mudança, mas pouco a pouco as empresas estão aderindo a essa nova forma de se comportar, onde predominam os 3Rs (Reduzir, Reutilizar, Reciclar), a economia de energia e a redução/compensação das emissões de dióxido de carbono. Porém, não sejamos simplistas pensando que as empresas estão mudando puramente por aspectos éticos. Elas mudam pelas mais diversas razões. Algumas realmente querem garantir o amanhã do homo sapiens e filhos, outras mudam porque seus consumidores pedem. A grande maioria só obrigada pela lei e sob pena de multa, e há ainda aquelas que se dão conta que a mudança é investimento e não gasto, ou que pra conseguir aquele financiamento naquele banco tem que parar de poluir aquele rio. O fato é que existe um movimento vindo de várias frentes nesse sentido, e as empresas começam a absorvê-lo em suas estratégias, processos, estruturas. Como a idéia é correta e dá certo, uma empresa começa a copiar as estratégias, processos e estruturas da outra, pra conseguir também essa legitimidade de que falei acima. Isso na teoria institucional se chama isomorfismo.
Mas basta já de teoria. Com tudo isso, só quero dizer: não podemos mais nos dar ao luxo de tratar o comportamento sustentável como diferencial. Quanto mais empresas “eco” de verdade, melhor pra todos nós. E quanto menos “ecoblablablá”, melhor para nós comunicadores e nosso querido público. Que sejam ditas verdades criativas. Quando endossamos as “mentiras convenientes” de nossos clientes é que queimamos o filme da nossa classe.
E olha, isso deve emitir bastante carbono.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Posts desde España

Hola caros leitores, apresento-me: sou Elisa, já fui estudante e redatora, depois só redatora e hoje sou só estudante mesmo, além de nova colaboradora do Blog do Leitor do Tudocom, a convite do Fernando Cabral, meu conterrâneo “pexêro”.
O convite veio ano passado, mas acabou virando resolução de ano novo. Por isso, começo 2008 escrevendo pra vocês da minha amada terra, “cositas” do outro lado do Atlântico, da minha já querida Espanha.
Cheguei aqui faz 1 ano, em novembro de 2006. Larguei de ser redatora em Floripa, ganhei uma bolsa de estudos e vim fazer um doutorado em Administração e Marketing pela Universidad de Sevilla. Antes de mais nada, não, não fiz mestrado. O sistema educativo daqui é diferente, e quem tiver interesse sobre o assunto pode me escrever que eu respondo.
Aqui todo estudante que vem de fora ou mora numa residência estudantil ou encontra um apartamento para dividir com outras pessoas, que é a opção mais barata. Como o ano letivo oficial começa em setembro, cheguei numa época meio ruim pra encontrar apartamento bom, mas em uma semana me ajeitei em um super bem localizado porém antigo, no sentido menos chique da coisa. Depois de raspar e pintar as paredes do meu quarto e desinfetá-lo (enfim descobri a Maria que existia dentro de mim), eu tinha uma missão: deixá-lo com cara de lar, casinha, ou como diria E.T., “hooome”.
Foi então que minhas queridas compis (companheiras de piso, ou apartamento) pronunciaram a palavra mágica: Ikea. Eu só conhecia a Ikea dos anúncios da Archive e dos comerciais que o Pablo, que foi meu diretor de criação na Callier, me mostrava na internet. Sempre achei a publicidade da Ikea genial, mas aqui passei a achar a própria Ikea genial.
A Ikea é uma rede de franquias sueca com mais de 200 lojas em 30 países, que tem tudo, mas absolutamente tudo que você possa precisar pra sua casa, com um design bacana e funcional e um preço mais bacana ainda (
http://www.ikea.com/). Um verdadeiro templo do consumo, de pirar o cabeção mesmo. De dar vontade de casar e ter filhos só pra mobiliar a sua casa nova com tudo que tem lá dentro. Não sei por que esse fenômeno ainda não chegou no Brasil. Seria uma revolução.
Enfim, já deu pra perceber que eu amo a Ikea. Mas eu quero terminar meu primeiro post mostrando pra vocês o último comercial da Ikea aqui na Espanha, dando continuidade ao bem-sucedido conceito “Bienvenido a la república independiente de tu casa”. O jingle já virou até toque de celular por aqui. Mais uma vez, genial. Bem, não explico mais nada e apenas deixo a letra do jingle pra vocês acompanharem o comercial.

Esto no se toca, quita, con esto no se juega, dale (2X)
Quita los pies de la mesa, en el salón no se juega, en el sofá no se come, en el salón no se juega…Me vas a dar un disgusto
Esto no se toca, niño, con esto no se juega, dale
Esto no se toca, quita, con esto no se juega, dale
Aquí no se juega pelota, en el salón no se juega
No pises la alfombra, en el salón no se juega.
Bienvenido a la república independiente de tu casa.

http://es.youtube.com/watch?v=dzIlsH124MI&feature=related

Um abraço e até a próxima,
Elisa (elisaalt@hotmail.com)

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Cir-cu-lan-do!

Anúncio da polícia australiana para os desavisados.



"Cuide com os carros quando estiver usando fones de ouvido".