Sim, nós podemos fazer propaganda política de bom gosto. A lição vem do Tio Sam.
Via UoD.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
O Carrefour anda usando a cuca
Gente, gente, saiu na M&M de hoje uma matéria sobre a nova fase do Carrefour. Eles estão iniciando ações multiplataformas, potencializando os pontos de contato com o consumidor. Além das hiperlojas tradicionais, lojas de bairro, pequenos pdvs, farmácias e postos de gasolina estão no portfólio de serviços.
Ana Maria Braga é a cara da nova campanha que tem como mote "Eu uso a Cuca e compro melhor". Só pra constar, "Cuca" é a comunidade de Consumidores Unidos Carrefour. Além da global, 5 consumidoras reais da rede de supermercados estrelam a campanha. Querem mais? Acabaram de estrear um blog. Um blog? Sim, eu blog: www.euusoacuca.com.br cheio de dicas de como comprar produtos e etc (eu aprendi lá que mancha de caneta sai da roupa com uma gotinha de acetona!).
O planejamento de marketing e comunicação é avassalador: lindo, agressivo, cheio de estratégias bem amarradinhas. Mas o vt... Gente, pra começar: enquanto a mulherada fala, há um jingle todo cheio de palavras em bg. E mais: o que diabos é aquele mascote? Antes fosse o Louro José. Mas essa é só a minha opinião.
Em tempo: o Tudocom tem blog, eu tenho blog, até o Carrefour tem blog. Você já tem? E a sua empresa? E a sua agência?
Ana Maria Braga é a cara da nova campanha que tem como mote "Eu uso a Cuca e compro melhor". Só pra constar, "Cuca" é a comunidade de Consumidores Unidos Carrefour. Além da global, 5 consumidoras reais da rede de supermercados estrelam a campanha. Querem mais? Acabaram de estrear um blog. Um blog? Sim, eu blog: www.euusoacuca.com.br cheio de dicas de como comprar produtos e etc (eu aprendi lá que mancha de caneta sai da roupa com uma gotinha de acetona!).
O planejamento de marketing e comunicação é avassalador: lindo, agressivo, cheio de estratégias bem amarradinhas. Mas o vt... Gente, pra começar: enquanto a mulherada fala, há um jingle todo cheio de palavras em bg. E mais: o que diabos é aquele mascote? Antes fosse o Louro José. Mas essa é só a minha opinião.
Em tempo: o Tudocom tem blog, eu tenho blog, até o Carrefour tem blog. Você já tem? E a sua empresa? E a sua agência?
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Ecoblablablá e ecoisomorfismo
Um post leva a outro e sem querer a Gica deu a deixa pro tema que eu já vinha pensando pra próxima contribuição ao Blog do Leitor: o envolvimento das empresas com o desenvolvimento sustentável, ou a conservação do meio ambiente, pra não falar do conceito de responsabilidade social corporativa, que abarca tudo isso e muito mais.
No meu primeiro post contei pra vocês que larguei a vida de redatora pra virar “investigadora”, mas deixei pra contar depois sobre o tema que escolhi pra minha tese, a filha que devo parir nos próximos 2 anos. Vou estudar sobre como as empresas estão mudando o seu comportamento social nos temas ambientais, com base nas relações que mantêm com os seus públicos de interesse (os famosos stakeholders). Por isso, vocês vão me ler bastante falando sobre o tema. E embora eu tenha o maior dó dos ursos que estão morrendo afogados na Antártida por causa do aquecimento global, prometo não ser ecochata nem monotemática. Considero sim o assunto de prioridade máxima, mas meu objetivo será sempre contar sobre as coisas bacanas e interessantes que vejo e vivo por aqui, relacionadas ou não a esse “despertar de consciência”.
Bem, conheço a Gica bem pouquinho só por alguns dos seus textos e uma que outra fuxicada nos seus blogs, mas tenho quase certeza que o lado Verde da Velma tinha ido tomar um suco no final do seu último post tão coerentemente escrito. Estou ultra super mega de acordo que cada empresa deve ter os seus diferenciais, principalmente quando se trata de comunicação, senão o nosso trabalho vira comoddity, e fica difícil fazer com que o consumidor nos veja e nos valorize. Porém, quando uma empresa se diz “ecoalgumacoisa”, acredito que não se trata apenas de uma questão de “vamos dizer que também ajudamos a cuidar do meio ambiente, porque depois que o Al Gore veio com essa do aquecimento, já viu, tá todo mundo falando e pega mal não dizer nada”. Eu sei, vocês sabem e todo mundo sabe que tem um montão de empresas que agem assim. Inventam uma historinha bonita, pagam um auditor pilantra, compram um certificado de mentira, e a pobre da criação da agência tem que arrumar um jeito de contar a historinha bonita pro povo. Quase todo mundo já passou por isso. E não só quando o assunto é ambiental, não é verdade? Mas bem sabemos que falar sem fazer acaba com a credibilidade de qualquer um, e que por mais incríveis que sejam as nossas criações publicitárias, não temos superpoderes para sustentar mentiras.
Por isso creio que ser “ecoalgumacoisa” não é simplesmente uma questão de comunicação. É uma questão estratégica, moral e sociológica. É verdade que empresas como o Banco Real construíram toda uma reputação martelando esse conceito em sua comunicação, mas aqui vejo que o que deve ser copiado não é o falar, e sim o fazer. É o exemplo.
Nos dias de hoje, o comportamento sustentável tornou-se uma fonte de legitimidade para as empresas, ou seja, comprometer-se com o desenvolvimento sustentável faz com que as empresas sejam consideradas adequadas e desejadas dentro de alguns sistemas de normas, crenças, definições e valores socialmente construídos. Com a mudança do clima (o tema ambiental mais importante do momento) e sua infindável lista de conseqüências, tornou-se patente a necessidade de mudança de todos, indivíduos e coletivos, governos e empresas. É certo que muita gente ainda não compartilha desse sistema de valores que surgiu com a necessidade de mudança, mas pouco a pouco as empresas estão aderindo a essa nova forma de se comportar, onde predominam os 3Rs (Reduzir, Reutilizar, Reciclar), a economia de energia e a redução/compensação das emissões de dióxido de carbono. Porém, não sejamos simplistas pensando que as empresas estão mudando puramente por aspectos éticos. Elas mudam pelas mais diversas razões. Algumas realmente querem garantir o amanhã do homo sapiens e filhos, outras mudam porque seus consumidores pedem. A grande maioria só obrigada pela lei e sob pena de multa, e há ainda aquelas que se dão conta que a mudança é investimento e não gasto, ou que pra conseguir aquele financiamento naquele banco tem que parar de poluir aquele rio. O fato é que existe um movimento vindo de várias frentes nesse sentido, e as empresas começam a absorvê-lo em suas estratégias, processos, estruturas. Como a idéia é correta e dá certo, uma empresa começa a copiar as estratégias, processos e estruturas da outra, pra conseguir também essa legitimidade de que falei acima. Isso na teoria institucional se chama isomorfismo.
Mas basta já de teoria. Com tudo isso, só quero dizer: não podemos mais nos dar ao luxo de tratar o comportamento sustentável como diferencial. Quanto mais empresas “eco” de verdade, melhor pra todos nós. E quanto menos “ecoblablablá”, melhor para nós comunicadores e nosso querido público. Que sejam ditas verdades criativas. Quando endossamos as “mentiras convenientes” de nossos clientes é que queimamos o filme da nossa classe.
E olha, isso deve emitir bastante carbono.
No meu primeiro post contei pra vocês que larguei a vida de redatora pra virar “investigadora”, mas deixei pra contar depois sobre o tema que escolhi pra minha tese, a filha que devo parir nos próximos 2 anos. Vou estudar sobre como as empresas estão mudando o seu comportamento social nos temas ambientais, com base nas relações que mantêm com os seus públicos de interesse (os famosos stakeholders). Por isso, vocês vão me ler bastante falando sobre o tema. E embora eu tenha o maior dó dos ursos que estão morrendo afogados na Antártida por causa do aquecimento global, prometo não ser ecochata nem monotemática. Considero sim o assunto de prioridade máxima, mas meu objetivo será sempre contar sobre as coisas bacanas e interessantes que vejo e vivo por aqui, relacionadas ou não a esse “despertar de consciência”.
Bem, conheço a Gica bem pouquinho só por alguns dos seus textos e uma que outra fuxicada nos seus blogs, mas tenho quase certeza que o lado Verde da Velma tinha ido tomar um suco no final do seu último post tão coerentemente escrito. Estou ultra super mega de acordo que cada empresa deve ter os seus diferenciais, principalmente quando se trata de comunicação, senão o nosso trabalho vira comoddity, e fica difícil fazer com que o consumidor nos veja e nos valorize. Porém, quando uma empresa se diz “ecoalgumacoisa”, acredito que não se trata apenas de uma questão de “vamos dizer que também ajudamos a cuidar do meio ambiente, porque depois que o Al Gore veio com essa do aquecimento, já viu, tá todo mundo falando e pega mal não dizer nada”. Eu sei, vocês sabem e todo mundo sabe que tem um montão de empresas que agem assim. Inventam uma historinha bonita, pagam um auditor pilantra, compram um certificado de mentira, e a pobre da criação da agência tem que arrumar um jeito de contar a historinha bonita pro povo. Quase todo mundo já passou por isso. E não só quando o assunto é ambiental, não é verdade? Mas bem sabemos que falar sem fazer acaba com a credibilidade de qualquer um, e que por mais incríveis que sejam as nossas criações publicitárias, não temos superpoderes para sustentar mentiras.
Por isso creio que ser “ecoalgumacoisa” não é simplesmente uma questão de comunicação. É uma questão estratégica, moral e sociológica. É verdade que empresas como o Banco Real construíram toda uma reputação martelando esse conceito em sua comunicação, mas aqui vejo que o que deve ser copiado não é o falar, e sim o fazer. É o exemplo.
Nos dias de hoje, o comportamento sustentável tornou-se uma fonte de legitimidade para as empresas, ou seja, comprometer-se com o desenvolvimento sustentável faz com que as empresas sejam consideradas adequadas e desejadas dentro de alguns sistemas de normas, crenças, definições e valores socialmente construídos. Com a mudança do clima (o tema ambiental mais importante do momento) e sua infindável lista de conseqüências, tornou-se patente a necessidade de mudança de todos, indivíduos e coletivos, governos e empresas. É certo que muita gente ainda não compartilha desse sistema de valores que surgiu com a necessidade de mudança, mas pouco a pouco as empresas estão aderindo a essa nova forma de se comportar, onde predominam os 3Rs (Reduzir, Reutilizar, Reciclar), a economia de energia e a redução/compensação das emissões de dióxido de carbono. Porém, não sejamos simplistas pensando que as empresas estão mudando puramente por aspectos éticos. Elas mudam pelas mais diversas razões. Algumas realmente querem garantir o amanhã do homo sapiens e filhos, outras mudam porque seus consumidores pedem. A grande maioria só obrigada pela lei e sob pena de multa, e há ainda aquelas que se dão conta que a mudança é investimento e não gasto, ou que pra conseguir aquele financiamento naquele banco tem que parar de poluir aquele rio. O fato é que existe um movimento vindo de várias frentes nesse sentido, e as empresas começam a absorvê-lo em suas estratégias, processos, estruturas. Como a idéia é correta e dá certo, uma empresa começa a copiar as estratégias, processos e estruturas da outra, pra conseguir também essa legitimidade de que falei acima. Isso na teoria institucional se chama isomorfismo.
Mas basta já de teoria. Com tudo isso, só quero dizer: não podemos mais nos dar ao luxo de tratar o comportamento sustentável como diferencial. Quanto mais empresas “eco” de verdade, melhor pra todos nós. E quanto menos “ecoblablablá”, melhor para nós comunicadores e nosso querido público. Que sejam ditas verdades criativas. Quando endossamos as “mentiras convenientes” de nossos clientes é que queimamos o filme da nossa classe.
E olha, isso deve emitir bastante carbono.
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Para onde vamos?
Depois de ler o post da Milena sobre o fenômeno-Políbio-tô-louco, resgatei uns rascunhos sobre a evolução da comunicação dos clientes - os meus, os seus, os nossos.
Há algum tempo, apenas os graaaaandes anunciantes tinham cacife suficiente para se comunicar na linguagem de perfil institucional. Vocês devem saber do que eu estou falando: aquele locutor com um vozeirão de fazer tremer todo um hemisfério desenrolando um texto cheio de palavras imponentes e pomposas. A massa olhava e ficava emocionada. Nós pensávamos: Uau, isso é que é campanha. Que clientão.
Com o tempo, toda esta pompa foi se transformando em calor humano, em proximidade, em horizontalização. É a regra do mais simples, do gente-da-gente, cultura de marketing de valorizar o cliente e oferecer a ele mundos e fundos com um sorriso no rosto, inclusive uma comunicação mais amigável. Então as marcas ficaram queridas, dão conselhos (falei um pouco sobre isso no post a respeito da Nova Schin/Ivetão).
Acontece que não são apenas as grandes marcas que se comunicam. Os Políbios também. As casas noturnas e whiskerias, inclusive. Está ficando cada vez mais barato anunciar: as mídias estão pulverizadas. Hoje você encontra uma televisão até no elevador, ônibus envelopado, bicicleta com painel e quadrinho emoldurado atrás da porta do banheiro. Os novos anunciantes não querem e não podem errar, então, fazem o que aprenderam com os grandes: falam bonito, aprovam as trilhas em background que serviriam até para uma nova trilogia Jedi, mostram parques fabris. Quase caí durinha no chão quando vi o comercial de uma casa noturna no qual dançarinas de aparência duvidosa se esfregavam em colunas metálicas, enquanto uma locução aveludada assinava "Um novo conceito em prazer".
Enquanto os pequenos gastam suas verbinhas em linguagens obsoletas (com exceção do Políbio, que é ultrapassou as barreiras de qualquer coisa), os grandes ficam queridos. Já cansei de ver comerciais que dão conselhos do tipo: faça um carinho em quem você gosta, dê um beijinho na sua mãe, etc. Eu mesma (na vida de redatora) já fiz campanha assim. É a angústia de não saber o que fazer com um cliente que passa por uma crise de meia-idade. É o conforto de jogar na mesma formação pra não errar.
Como profissional de planejamento, me questiono demais a respeito dos motes e bandeiras que os clientes querem ou devem assumir. Nada é mais triste que uma marca sem essência, que pega carona em epidemias. Já perceberam que agora todo mundo é eco-alguma-coisa? O negócio é que isso está deixando de ser diferencial para virar obrigação.
Para onde vamos, eu não sei. Só espero que as marcas estejam dispostas a serem verdadeiras, de uma vez por todas.
*anexo: eu também já fiz campanha de marca amiga e querida na minha via de redatora publicitária... campanha institucional da Unimed Blumenau do ano de 2005.
Há algum tempo, apenas os graaaaandes anunciantes tinham cacife suficiente para se comunicar na linguagem de perfil institucional. Vocês devem saber do que eu estou falando: aquele locutor com um vozeirão de fazer tremer todo um hemisfério desenrolando um texto cheio de palavras imponentes e pomposas. A massa olhava e ficava emocionada. Nós pensávamos: Uau, isso é que é campanha. Que clientão.
Com o tempo, toda esta pompa foi se transformando em calor humano, em proximidade, em horizontalização. É a regra do mais simples, do gente-da-gente, cultura de marketing de valorizar o cliente e oferecer a ele mundos e fundos com um sorriso no rosto, inclusive uma comunicação mais amigável. Então as marcas ficaram queridas, dão conselhos (falei um pouco sobre isso no post a respeito da Nova Schin/Ivetão).
Acontece que não são apenas as grandes marcas que se comunicam. Os Políbios também. As casas noturnas e whiskerias, inclusive. Está ficando cada vez mais barato anunciar: as mídias estão pulverizadas. Hoje você encontra uma televisão até no elevador, ônibus envelopado, bicicleta com painel e quadrinho emoldurado atrás da porta do banheiro. Os novos anunciantes não querem e não podem errar, então, fazem o que aprenderam com os grandes: falam bonito, aprovam as trilhas em background que serviriam até para uma nova trilogia Jedi, mostram parques fabris. Quase caí durinha no chão quando vi o comercial de uma casa noturna no qual dançarinas de aparência duvidosa se esfregavam em colunas metálicas, enquanto uma locução aveludada assinava "Um novo conceito em prazer".
Enquanto os pequenos gastam suas verbinhas em linguagens obsoletas (com exceção do Políbio, que é ultrapassou as barreiras de qualquer coisa), os grandes ficam queridos. Já cansei de ver comerciais que dão conselhos do tipo: faça um carinho em quem você gosta, dê um beijinho na sua mãe, etc. Eu mesma (na vida de redatora) já fiz campanha assim. É a angústia de não saber o que fazer com um cliente que passa por uma crise de meia-idade. É o conforto de jogar na mesma formação pra não errar.
Como profissional de planejamento, me questiono demais a respeito dos motes e bandeiras que os clientes querem ou devem assumir. Nada é mais triste que uma marca sem essência, que pega carona em epidemias. Já perceberam que agora todo mundo é eco-alguma-coisa? O negócio é que isso está deixando de ser diferencial para virar obrigação.
Para onde vamos, eu não sei. Só espero que as marcas estejam dispostas a serem verdadeiras, de uma vez por todas.
*anexo: eu também já fiz campanha de marca amiga e querida na minha via de redatora publicitária... campanha institucional da Unimed Blumenau do ano de 2005.
É gripe?
Muita gente ainda desconfia dos virais. É um medinho que percorre a espinha, já que nesse universo não há comprovante de veiculação, encaixe, determinação de horário ou emissora. Não há níveis de audiência impressos em broadsides, nem tabelas de preço. Mas os números existem. Ô, se existem.
O mais bacana dos movimentos virais é que o retorno é imediato. A partir do momento em que você larga um hotsite ou um vídeo, você já tem números de visitação, exibição, de quantas vezes o destino foi linkado por aí e onde. Além de fantásticas, informações deste tipo valem ouro porque são extremamente ricas.
Fiz uma experiência neste fim de semana. Compus uma canção, gravei tudo no Windows Sound Recorder com um microfone de R$5. Com a minha câmera fotográfica, captei algumas cenas. Juntei tudo no Windows Movie Maker e exportei um wmv. Este arquivo foi para o meu blog, o youtube e o orkut. A partir daí, eu e meu marido fizemos um trabalho de divulgação que deve ter demorado mais ou menos três horas no orkut e em alguns fotologs.
Acompanhávamos o números de views no youtube, bem como os cometários de resposta em nossos e-mails, perfis do orkut e no próprio messenger. Sem gastar um tostão, consegui promover meu projeto musical em uma tarde: o vídeo já foi visto mais de 400 vezes em menos de 3 dias no ar. No dia da publicação, foi um dos vídeos mais vistos no youtube/Brasil.
Eu amo virais.
Eu amo iniciativas de baixo orçamento.
Eu amo remexer em redes de contatos pessoais.
*anexo: o vídeo-objeto de toda a discussão:
O mais bacana dos movimentos virais é que o retorno é imediato. A partir do momento em que você larga um hotsite ou um vídeo, você já tem números de visitação, exibição, de quantas vezes o destino foi linkado por aí e onde. Além de fantásticas, informações deste tipo valem ouro porque são extremamente ricas.
Fiz uma experiência neste fim de semana. Compus uma canção, gravei tudo no Windows Sound Recorder com um microfone de R$5. Com a minha câmera fotográfica, captei algumas cenas. Juntei tudo no Windows Movie Maker e exportei um wmv. Este arquivo foi para o meu blog, o youtube e o orkut. A partir daí, eu e meu marido fizemos um trabalho de divulgação que deve ter demorado mais ou menos três horas no orkut e em alguns fotologs.
Acompanhávamos o números de views no youtube, bem como os cometários de resposta em nossos e-mails, perfis do orkut e no próprio messenger. Sem gastar um tostão, consegui promover meu projeto musical em uma tarde: o vídeo já foi visto mais de 400 vezes em menos de 3 dias no ar. No dia da publicação, foi um dos vídeos mais vistos no youtube/Brasil.
Eu amo virais.
Eu amo iniciativas de baixo orçamento.
Eu amo remexer em redes de contatos pessoais.
*anexo: o vídeo-objeto de toda a discussão:
domingo, 20 de janeiro de 2008
Tá todo mundo louco!
Olá pessoal!
Quem vos fala é a Milena, redatora aqui de Florianópolis e mais nova colaboradora do Blog do Leitor. E justamente por ser leitora do Tudocom há tanto tempo (já faz uns 2 anos) que adorei o convite para participar.
Também tenho um blog pessoal onde exploro meu lado autobiográfico, mas estamos aqui pra falar de propaganda. Cases, notícias, referências, o que der na telha.
Decidi começar então com um case que acho bastante interessante. Apertem os cintos, vou falar sobre o Políbio!
Dono de uma revenda de carros especializada em preços populares, o Políbio é bastante reconhecido aqui por essas bandas de Florianópolis. Também pudera, o cara tá louco. E não sou eu quem está julgando não, é o próprio quem diz. E foi dizendo isso - “tô louco” – que da noite pro dia o Políbio vendeu carro que nem água, ficou famoso e botou muita loja no chinelo.
Culpa de quem? Da bendita propaganda!
Ou não.
Tá louco?
Polibão começou sua jornada há 16 anos, lavando carros. Desde a mocidade, já sentia a gasolina correndo nas veias. Seguiu os instintos e começou a revender. Negócio vai, negócio vem, um belo dia surge aquela proposta: uma frota de 80 carros a preço de banana pra ele vender do dia pra noite. Seria super vantajoso, não fosse o enorme desafio. (Eu por exemplo, não vendo nem rifa de formatura do dia pra noite, imagina vender 80 carros!)
Preocupados, os amigos avisaram: “Tu tá é louco”.
Preciso dizer qual foi a resposta?
Neste momento, Políbio deu a partida num negócio que era para ser igual a muitos por aí. E, não fosse o diferencial de focar exclusivamente nas classes populares, ele talvez até passaria despercebido. Mas foi na tarefa de avisar todo mundo sobre a sua, digamos, “loucura”, que o cara deixou de ter uma loja de automóveis pra ganhar uma marca.
“O cara que anda de ônibus, esse é o meu cliente”.
E como falar com o passageiro de ônibus, o sofrido camarada que apanha diariamente do fantástico sistema de integração, sonhando todas as noites com o seu próprio possante? Com humor! Esse pessoal precisa de alegria, minha gente!
No começo, o próprio Políbio (batuta que é) criava toda a sua comunicação. Depois, contratou uma consultoria, pegou carona numa agência e decolou. E só foi tão longe porque o combustível da descontração deu certo. Sabe, comunicação com a cara do cliente, sem frescura, com o que ele gosta. Tão simples, tão - me perdoem - tosco, que acreditem: às vezes funciona. (clientes do Brasil que não me leiam!)
A seguir, algumas peças, estreladas por Políbio e Polibinho, seu “mini-me” fantoche, sempre aproveitando as oportunidades. Vamos ver se vocês identificam :




“Todo mundo ri”
Caro Políbio, disso não tenha dúvidas. Eu mesma, quando vi tudo isso, quase caí pra trás. Mas, querido leitor, não importa o quanto você, eu ou qualquer um esteja rindo: o Políbio está rindo mais.
Isso porque estas peças (somando a notáveis comerciais de TV) renderam à marca “Políbio Automóveis” um grande sucesso por aqui.
Hoje tem anúncio em jornal, eventos, feiras, ônibus do Políbio, spot de rádio e até merchandising no programa do Hélio Costa. Tudo com a mesma mensagem. Pra resumir: o cara tá louco, mas tá vendendo.
E aí você publicitário, que assim como eu, já varou noites atrás da idéia perfeita, pára neste momento e se pergunta: mas como?
Talvez a resposta para esta pergunta também sirva para explicar por que o Zorra Total é um dos programas mais vistos, por que o funk faz sucesso, ou por que a Luciana Gimenez ainda tem um programa.
E não é porque o “popular” gosta de coisa ruim. É porque o popular, assim como eu e você, gosta de quem fale com ele sobre as coisas de que ele gosta. E ele fica tão agradecido que pode retribuir de muitas formas (inclusive comprando um carro!).
O Políbio, em seus anúncios, não foca no preço. Ele fixa a marca e faz o consumidor rir. Diz que tem um mega desconto e pronto, carro vendido. Além de dinheiro, ele ganha a simpatia do povo. Um curioso, porém grande negócio.
Louco é quem ainda não percebeu.
Dê o seu pitaco e vamos discutir a loucura alheia.
Um obrigada especial à Ana Emília Granzotti, que fez uma monografia inteira sobre o Políbio e me permitiu obter informações valiosas. Beijão Ana! Tu tá louca!
Quem vos fala é a Milena, redatora aqui de Florianópolis e mais nova colaboradora do Blog do Leitor. E justamente por ser leitora do Tudocom há tanto tempo (já faz uns 2 anos) que adorei o convite para participar.
Também tenho um blog pessoal onde exploro meu lado autobiográfico, mas estamos aqui pra falar de propaganda. Cases, notícias, referências, o que der na telha.
Decidi começar então com um case que acho bastante interessante. Apertem os cintos, vou falar sobre o Políbio!
Dono de uma revenda de carros especializada em preços populares, o Políbio é bastante reconhecido aqui por essas bandas de Florianópolis. Também pudera, o cara tá louco. E não sou eu quem está julgando não, é o próprio quem diz. E foi dizendo isso - “tô louco” – que da noite pro dia o Políbio vendeu carro que nem água, ficou famoso e botou muita loja no chinelo.
Culpa de quem? Da bendita propaganda!
Ou não.
Tá louco?
Polibão começou sua jornada há 16 anos, lavando carros. Desde a mocidade, já sentia a gasolina correndo nas veias. Seguiu os instintos e começou a revender. Negócio vai, negócio vem, um belo dia surge aquela proposta: uma frota de 80 carros a preço de banana pra ele vender do dia pra noite. Seria super vantajoso, não fosse o enorme desafio. (Eu por exemplo, não vendo nem rifa de formatura do dia pra noite, imagina vender 80 carros!)
Preocupados, os amigos avisaram: “Tu tá é louco”.
Preciso dizer qual foi a resposta?
Neste momento, Políbio deu a partida num negócio que era para ser igual a muitos por aí. E, não fosse o diferencial de focar exclusivamente nas classes populares, ele talvez até passaria despercebido. Mas foi na tarefa de avisar todo mundo sobre a sua, digamos, “loucura”, que o cara deixou de ter uma loja de automóveis pra ganhar uma marca.
“O cara que anda de ônibus, esse é o meu cliente”.
E como falar com o passageiro de ônibus, o sofrido camarada que apanha diariamente do fantástico sistema de integração, sonhando todas as noites com o seu próprio possante? Com humor! Esse pessoal precisa de alegria, minha gente!
No começo, o próprio Políbio (batuta que é) criava toda a sua comunicação. Depois, contratou uma consultoria, pegou carona numa agência e decolou. E só foi tão longe porque o combustível da descontração deu certo. Sabe, comunicação com a cara do cliente, sem frescura, com o que ele gosta. Tão simples, tão - me perdoem - tosco, que acreditem: às vezes funciona. (clientes do Brasil que não me leiam!)
A seguir, algumas peças, estreladas por Políbio e Polibinho, seu “mini-me” fantoche, sempre aproveitando as oportunidades. Vamos ver se vocês identificam :




“Todo mundo ri”
Caro Políbio, disso não tenha dúvidas. Eu mesma, quando vi tudo isso, quase caí pra trás. Mas, querido leitor, não importa o quanto você, eu ou qualquer um esteja rindo: o Políbio está rindo mais.
Isso porque estas peças (somando a notáveis comerciais de TV) renderam à marca “Políbio Automóveis” um grande sucesso por aqui.
Hoje tem anúncio em jornal, eventos, feiras, ônibus do Políbio, spot de rádio e até merchandising no programa do Hélio Costa. Tudo com a mesma mensagem. Pra resumir: o cara tá louco, mas tá vendendo.
E aí você publicitário, que assim como eu, já varou noites atrás da idéia perfeita, pára neste momento e se pergunta: mas como?
Talvez a resposta para esta pergunta também sirva para explicar por que o Zorra Total é um dos programas mais vistos, por que o funk faz sucesso, ou por que a Luciana Gimenez ainda tem um programa.
E não é porque o “popular” gosta de coisa ruim. É porque o popular, assim como eu e você, gosta de quem fale com ele sobre as coisas de que ele gosta. E ele fica tão agradecido que pode retribuir de muitas formas (inclusive comprando um carro!).
O Políbio, em seus anúncios, não foca no preço. Ele fixa a marca e faz o consumidor rir. Diz que tem um mega desconto e pronto, carro vendido. Além de dinheiro, ele ganha a simpatia do povo. Um curioso, porém grande negócio.
Louco é quem ainda não percebeu.
Dê o seu pitaco e vamos discutir a loucura alheia.
Um obrigada especial à Ana Emília Granzotti, que fez uma monografia inteira sobre o Políbio e me permitiu obter informações valiosas. Beijão Ana! Tu tá louca!
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Investimento pesado na cultura
Que a Europa é um paraíso do ponto de vista cultural todo mundo sabe, ou pelo menos imagina. A oferta cultural aqui é ampla e intensa, seja em teatro, música, ópera, cinema ou dança. Pra não falar dos museus e exposições. E quando as coisas não são de graça, os preços são bem acessíveis.
Sevilla, capital da comunidade autônoma* do sul, Andalucía, e quarta maior cidade da Espanha (mas muito longe de ter cara de cidade grande), também não fica atrás nesse quesito. Esse mês nem espiei o Giraldillo, revista mensal oficial da programação daqui e redondezas, porque os estudos não andam muito compatíveis com a quantidade de atividades culturais às quais eu gostaria de comparecer.
Mas quando se trata de flamenco, arte cujo berço é essa terra de onde vos escrevo, fica difícil resistir. Hoje tô animadíssima porque vou ver Antonio Canales y Compañía por 12 euros. O Canales é um bambambã do flamenco. Liguem não, sou meio doida por esse negócio. O que vem ao caso é que o espetáculo de hoje faz parte do ciclo Jueves Flamencos, da Obra Social Fundación Cajasol. A Cajasol é um banco aqui do sul que patrocina e promove uma grande porcentagem da programação cultural relevante da região. E observando informalmente, vejo que o patrocínio cultural é extremamente valorizado aqui. Além dos Jueves Flamencos, a Cajasol também promove um Ciclo de Música de Câmara, Ciclo Juventudes Musicales, exposições, etc. De outubro a dezembro, patrocinou também o Ciclo Rising Stars, trazendo figuras da vanguarda do jazz para Sevilla, Cádiz e Jerez, totalmente de graça para o público. Assisti um show sensacional do Robert Glasper Trio, de NY, som altamente recomendável.
Pra fechar, comento sobre mais uma da Cajasol. Agora em janeiro eles estão com o ciclo Theo Angelopoulos de cinema grego, e eu achei muito bacana e simples a imagem que usaram pra ilustrar o folheto da programação. Um potinho do famoso iogurte grego com pipoquinhas dentro. Super light.
*As comunidades autônomas aqui na Espanha equivalem aos nossos estados aí no Brasil.
Sevilla, capital da comunidade autônoma* do sul, Andalucía, e quarta maior cidade da Espanha (mas muito longe de ter cara de cidade grande), também não fica atrás nesse quesito. Esse mês nem espiei o Giraldillo, revista mensal oficial da programação daqui e redondezas, porque os estudos não andam muito compatíveis com a quantidade de atividades culturais às quais eu gostaria de comparecer.
Mas quando se trata de flamenco, arte cujo berço é essa terra de onde vos escrevo, fica difícil resistir. Hoje tô animadíssima porque vou ver Antonio Canales y Compañía por 12 euros. O Canales é um bambambã do flamenco. Liguem não, sou meio doida por esse negócio. O que vem ao caso é que o espetáculo de hoje faz parte do ciclo Jueves Flamencos, da Obra Social Fundación Cajasol. A Cajasol é um banco aqui do sul que patrocina e promove uma grande porcentagem da programação cultural relevante da região. E observando informalmente, vejo que o patrocínio cultural é extremamente valorizado aqui. Além dos Jueves Flamencos, a Cajasol também promove um Ciclo de Música de Câmara, Ciclo Juventudes Musicales, exposições, etc. De outubro a dezembro, patrocinou também o Ciclo Rising Stars, trazendo figuras da vanguarda do jazz para Sevilla, Cádiz e Jerez, totalmente de graça para o público. Assisti um show sensacional do Robert Glasper Trio, de NY, som altamente recomendável.
Pra fechar, comento sobre mais uma da Cajasol. Agora em janeiro eles estão com o ciclo Theo Angelopoulos de cinema grego, e eu achei muito bacana e simples a imagem que usaram pra ilustrar o folheto da programação. Um potinho do famoso iogurte grego com pipoquinhas dentro. Super light.
*As comunidades autônomas aqui na Espanha equivalem aos nossos estados aí no Brasil.

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Sevilla
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Posts desde España
Hola caros leitores, apresento-me: sou Elisa, já fui estudante e redatora, depois só redatora e hoje sou só estudante mesmo, além de nova colaboradora do Blog do Leitor do Tudocom, a convite do Fernando Cabral, meu conterrâneo “pexêro”.
O convite veio ano passado, mas acabou virando resolução de ano novo. Por isso, começo 2008 escrevendo pra vocês da minha amada terra, “cositas” do outro lado do Atlântico, da minha já querida Espanha.
Cheguei aqui faz 1 ano, em novembro de 2006. Larguei de ser redatora em Floripa, ganhei uma bolsa de estudos e vim fazer um doutorado em Administração e Marketing pela Universidad de Sevilla. Antes de mais nada, não, não fiz mestrado. O sistema educativo daqui é diferente, e quem tiver interesse sobre o assunto pode me escrever que eu respondo.
Aqui todo estudante que vem de fora ou mora numa residência estudantil ou encontra um apartamento para dividir com outras pessoas, que é a opção mais barata. Como o ano letivo oficial começa em setembro, cheguei numa época meio ruim pra encontrar apartamento bom, mas em uma semana me ajeitei em um super bem localizado porém antigo, no sentido menos chique da coisa. Depois de raspar e pintar as paredes do meu quarto e desinfetá-lo (enfim descobri a Maria que existia dentro de mim), eu tinha uma missão: deixá-lo com cara de lar, casinha, ou como diria E.T., “hooome”.
Foi então que minhas queridas compis (companheiras de piso, ou apartamento) pronunciaram a palavra mágica: Ikea. Eu só conhecia a Ikea dos anúncios da Archive e dos comerciais que o Pablo, que foi meu diretor de criação na Callier, me mostrava na internet. Sempre achei a publicidade da Ikea genial, mas aqui passei a achar a própria Ikea genial.
A Ikea é uma rede de franquias sueca com mais de 200 lojas em 30 países, que tem tudo, mas absolutamente tudo que você possa precisar pra sua casa, com um design bacana e funcional e um preço mais bacana ainda (http://www.ikea.com/). Um verdadeiro templo do consumo, de pirar o cabeção mesmo. De dar vontade de casar e ter filhos só pra mobiliar a sua casa nova com tudo que tem lá dentro. Não sei por que esse fenômeno ainda não chegou no Brasil. Seria uma revolução.
Enfim, já deu pra perceber que eu amo a Ikea. Mas eu quero terminar meu primeiro post mostrando pra vocês o último comercial da Ikea aqui na Espanha, dando continuidade ao bem-sucedido conceito “Bienvenido a la república independiente de tu casa”. O jingle já virou até toque de celular por aqui. Mais uma vez, genial. Bem, não explico mais nada e apenas deixo a letra do jingle pra vocês acompanharem o comercial.
Esto no se toca, quita, con esto no se juega, dale (2X)
Quita los pies de la mesa, en el salón no se juega, en el sofá no se come, en el salón no se juega…Me vas a dar un disgusto
Esto no se toca, niño, con esto no se juega, dale
Esto no se toca, quita, con esto no se juega, dale
Aquí no se juega pelota, en el salón no se juega
No pises la alfombra, en el salón no se juega.
Bienvenido a la república independiente de tu casa.
O convite veio ano passado, mas acabou virando resolução de ano novo. Por isso, começo 2008 escrevendo pra vocês da minha amada terra, “cositas” do outro lado do Atlântico, da minha já querida Espanha.
Cheguei aqui faz 1 ano, em novembro de 2006. Larguei de ser redatora em Floripa, ganhei uma bolsa de estudos e vim fazer um doutorado em Administração e Marketing pela Universidad de Sevilla. Antes de mais nada, não, não fiz mestrado. O sistema educativo daqui é diferente, e quem tiver interesse sobre o assunto pode me escrever que eu respondo.
Aqui todo estudante que vem de fora ou mora numa residência estudantil ou encontra um apartamento para dividir com outras pessoas, que é a opção mais barata. Como o ano letivo oficial começa em setembro, cheguei numa época meio ruim pra encontrar apartamento bom, mas em uma semana me ajeitei em um super bem localizado porém antigo, no sentido menos chique da coisa. Depois de raspar e pintar as paredes do meu quarto e desinfetá-lo (enfim descobri a Maria que existia dentro de mim), eu tinha uma missão: deixá-lo com cara de lar, casinha, ou como diria E.T., “hooome”.
Foi então que minhas queridas compis (companheiras de piso, ou apartamento) pronunciaram a palavra mágica: Ikea. Eu só conhecia a Ikea dos anúncios da Archive e dos comerciais que o Pablo, que foi meu diretor de criação na Callier, me mostrava na internet. Sempre achei a publicidade da Ikea genial, mas aqui passei a achar a própria Ikea genial.
A Ikea é uma rede de franquias sueca com mais de 200 lojas em 30 países, que tem tudo, mas absolutamente tudo que você possa precisar pra sua casa, com um design bacana e funcional e um preço mais bacana ainda (http://www.ikea.com/). Um verdadeiro templo do consumo, de pirar o cabeção mesmo. De dar vontade de casar e ter filhos só pra mobiliar a sua casa nova com tudo que tem lá dentro. Não sei por que esse fenômeno ainda não chegou no Brasil. Seria uma revolução.
Enfim, já deu pra perceber que eu amo a Ikea. Mas eu quero terminar meu primeiro post mostrando pra vocês o último comercial da Ikea aqui na Espanha, dando continuidade ao bem-sucedido conceito “Bienvenido a la república independiente de tu casa”. O jingle já virou até toque de celular por aqui. Mais uma vez, genial. Bem, não explico mais nada e apenas deixo a letra do jingle pra vocês acompanharem o comercial.
Esto no se toca, quita, con esto no se juega, dale (2X)
Quita los pies de la mesa, en el salón no se juega, en el sofá no se come, en el salón no se juega…Me vas a dar un disgusto
Esto no se toca, niño, con esto no se juega, dale
Esto no se toca, quita, con esto no se juega, dale
Aquí no se juega pelota, en el salón no se juega
No pises la alfombra, en el salón no se juega.
Bienvenido a la república independiente de tu casa.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Saindo do quadrado
Abra qualquer revista, site, jornal, newsletter ou programa de publicidade e marketing. Você vai dar de cara com letras garrafais gritantes: O MEIO DIGITAL É O FUTURO DA COMUNICAÇÃO ou O FUTURO DA COMUNICAÇÃO CHEGOU ou qualquer outro título que tenha as palavras CONSUMIDOR e WEB 2.0.
O meio digital é o futuro da comunicação? Não é. O meio digital é uma ferramenta sem igual? É. O futuro não é fazer sites. O futuro é gerar experiências de marca em multiplataformas. Por quê? Porque as pessoas não são avatares do Second Life. As pessoas (aquelas, os consumidores) acordam, comem, trabalham, pegam ônibus, adoecem, dão gargalhadas, compram palitos de dentes, fazem sexo, vão à terapia, sentem medo, dançam, engordam.
E o meio digital? Serve como um novo canal que segmenta e agrupa pessoas com afinidades em comum; proporciona customização maior que os outros meios; dá mais liberdade aos formatos de mensagem; tem baixo custo de disseminação; chama as pessoas (sim, aquelas que pagam a conta) para participar de todo o processo: o que torna as experiências ainda mais efetivas e verdadeiras.
Então a televisão, o rádio, o jornal e todo o resto deixam de existir, certo? Errado. Algumas pessoas ainda vão continuar assistindo televisão. Outras continuarão a ler o jornal de papel. Algumas até ouvirão o bom e velho rádio. A diferença é que agora os meios de comunicação de massa deixam de atingir alguns segmentos/nichos/clusters, porque estes estão conectados a outros tipos de meios. Todo mundo vai ter que rebolar: o planejamento, a mídia, a produção, a criação e os donos das agências.
E esse é o grande ponto da questão. A maioria das agências vestiu a camiseta da comunicação total, comunicação integrada, comunicação 360°, multicomunicação. A maioria das agências mudou a roupagem do discurso: de "soluções inteligentes em comunicação" para "a gente faz-de-tudo/resolve/pensa/inova". É aquele papinho de amigo que dá tapinha nas costas "não importa onde o seu consumidor estiver, vamos estar lá" que não sai do anúncio de revista. Isso me incomoda? Muito.
A tecnologia existe, é barata e acessível (tão acessível que os próprios consumidores estão saindo na frente com seus blogs, vídeos, podcasts, canais, fóruns e redes sociais), mas as agências estão ficando para trás porque estão fechadas. Protegem suas contas e respectivas verbas dos pescoçudos da assessoria de imprensa, produtoras de web, consultorias de marketing, relações públicas, empresas de promoção.
Se eu fosse cliente, contrataria uma empresa que me auxiliasse a construir e posicionar minha marca. Que me apresentasse soluções pró-ativas e vias de encantar meus clientes, seja com um brinde revolucionário, uma convenção de vendas, um treinamento para a minha equipe de vendas, um catálogo, um show, um viral ou um anúncio de televisão. A comunicação é maior que os planos de mídia. As pessoas são mais inteligentes que as estatísticas. Os clientes estão cansados de tanto power point e eu estou cada vez mais certa de que a resposta está nas pessoas (aquelas) e na forma como interagimos com elas.
* copiado e colado do Verde Velma.
O meio digital é o futuro da comunicação? Não é. O meio digital é uma ferramenta sem igual? É. O futuro não é fazer sites. O futuro é gerar experiências de marca em multiplataformas. Por quê? Porque as pessoas não são avatares do Second Life. As pessoas (aquelas, os consumidores) acordam, comem, trabalham, pegam ônibus, adoecem, dão gargalhadas, compram palitos de dentes, fazem sexo, vão à terapia, sentem medo, dançam, engordam.
E o meio digital? Serve como um novo canal que segmenta e agrupa pessoas com afinidades em comum; proporciona customização maior que os outros meios; dá mais liberdade aos formatos de mensagem; tem baixo custo de disseminação; chama as pessoas (sim, aquelas que pagam a conta) para participar de todo o processo: o que torna as experiências ainda mais efetivas e verdadeiras.
Então a televisão, o rádio, o jornal e todo o resto deixam de existir, certo? Errado. Algumas pessoas ainda vão continuar assistindo televisão. Outras continuarão a ler o jornal de papel. Algumas até ouvirão o bom e velho rádio. A diferença é que agora os meios de comunicação de massa deixam de atingir alguns segmentos/nichos/clusters, porque estes estão conectados a outros tipos de meios. Todo mundo vai ter que rebolar: o planejamento, a mídia, a produção, a criação e os donos das agências.
E esse é o grande ponto da questão. A maioria das agências vestiu a camiseta da comunicação total, comunicação integrada, comunicação 360°, multicomunicação. A maioria das agências mudou a roupagem do discurso: de "soluções inteligentes em comunicação" para "a gente faz-de-tudo/resolve/pensa/inova". É aquele papinho de amigo que dá tapinha nas costas "não importa onde o seu consumidor estiver, vamos estar lá" que não sai do anúncio de revista. Isso me incomoda? Muito.
A tecnologia existe, é barata e acessível (tão acessível que os próprios consumidores estão saindo na frente com seus blogs, vídeos, podcasts, canais, fóruns e redes sociais), mas as agências estão ficando para trás porque estão fechadas. Protegem suas contas e respectivas verbas dos pescoçudos da assessoria de imprensa, produtoras de web, consultorias de marketing, relações públicas, empresas de promoção.
Se eu fosse cliente, contrataria uma empresa que me auxiliasse a construir e posicionar minha marca. Que me apresentasse soluções pró-ativas e vias de encantar meus clientes, seja com um brinde revolucionário, uma convenção de vendas, um treinamento para a minha equipe de vendas, um catálogo, um show, um viral ou um anúncio de televisão. A comunicação é maior que os planos de mídia. As pessoas são mais inteligentes que as estatísticas. Os clientes estão cansados de tanto power point e eu estou cada vez mais certa de que a resposta está nas pessoas (aquelas) e na forma como interagimos com elas.
* copiado e colado do Verde Velma.
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